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Dilma Rousseff e José Serra enfretam dificuldades para montar palanques em dois dos maiores colégios eleitorais do país. Ela, em São Paulo. Ele, no Rio.

Nesta segunda (9), nove sócios do consórcio partidário que gravita em torno de Lula reuniram-se em São Paulo.

Decidiram diagnosticar os problemas do Estado e elaborar um programa de governo. Organizarão seminários. Farão mais três ou quatro reuniões.

E quanto ao candidato? “Essa é uma reunião desprovida de nomes”, disse o presidente do PT, Ricardo Berzoini.

Numa visão pessimista, falta-lhes um nome para disputar o governo paulista. De um ângulo otimista, os nomes abundam.

Só no PT há seis –entre eles Antonio ‘5%’ Palocci. Nessa matéria, como se sabe, quem tem muitos não dispõe de nenhum.

As reuniões de passatempo devem perdurar até março de 2010, mês em que Ciro Gomes, o candidato multiuso do PSB, dirá o que pretende fazer da vida.

Mantendo-se no ringue presidencial, Ciro complica a vida de Dilma. Metendo-se na refrega paulista, abre um palanque para a ministra.

Para desassossego de Berzoini, o presidente do PSB-SP, deputado Márcio França, disse que, por ora, Ciro é candidato à presidência.

Mal comparando, a oposição arrosta dificuldades análogas no Rio, a Waterloo de Serra.

Ali, PSDB, DEM e PPS pretendiam comparecer a 2010 com um candidato ao governo terceirizado: Fernando Gabeira (PV).

Gabeira afeiçoara-se à idéia. Mas sobreveio a candidatura presidencial verde de Marina Silva. E o deputado deu meia-volta.

Na semana passada, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, esteve no Rio. Reuniu-se com o tucanato local. Decidiu-se:

1. Fazer um apelo a Gabeira para que concorra ao governo, não ao Senado.

2. Se Gabeira bater o pé, o PSDB tentará convencer o DEM a lançar o ex-prefeito Cesar Maia, hoje candidato ao Senado.

3. Se Cesar Maia der pra trás, vai-se tentar encontrar um nome dentro do PSDB. Qual? Não se sabe.

A exemplo dos sem-palanque de São Paulo, a oposição ainda fará muitas reuniões passatempo antes de chegar a uma deliberação razoável no Rio.

Folha de São Paulo

Doido por holofote

Por pouco o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) não dá outro show após a cueca vermelha. Prometeu ao “CQC””, da Band, beijar em público na durona ministra Dilma. Foi dissuadido por um deputado do PT.

Claudio Humberto

Um dia de pânico para outras tevês

Enquanto esteve no ar, o Pânico na TV! foi o vice-líder da noite de domingo. Alcançou doze pontos de média, segundo dados prévios do Ibope para a Grande São Paulo. Bateu por estreita margem o Programa do Gugu (onze pontos) e Silvio Santos (nove pontos). O Fantástico fez 21 pontos, seu melhor resultado em muitas semanas.

Lauro Jardim

O sonho dourado do petista

O fim do ano pode ser duro para Sérgio Cabral. Entre a última quinzena de novembro e a primeira de dezembro, Lindberg Farias já preparou um calendário de boas novas: espera vencer a eleição interna do PT dia 22, aparecerá na TV a partir do dia 25 e no início de dezembro, se sair vitorioso no PT, promoverá um ato público com PDT, PRB e PSC, que diz já estarem alinhados com sua candidatura. Resta saber se os planos do petista não serão abatidos em pleno voo.

Lauro Jardim

Alencar muda o jogo em Minas

A entrevista de José Alencar hoje na Folha de S.Paulo admitindo que poderá candidatar-se ao Senado por Minas Gerais muda todo o quadro pré-eleitoral no estado. Se confirmadas as tendências atuais de José Serra ser o candidato do PSDB à presidência e Aécio Neves bater pé e não aceitar ser vice, as duas vagas para o Senado ficam praticamente garantidas para Aécio e Alencar.

Assim, a disputa pelo governo passará a ser vital para todas as legendas, mas sobretudo para o peemedebista Hélio Costa e o petista Fernando Pimentel. E a aliança pró-Dilma ficaria por um fio no estado.

Lauro Jardim

O cavalo de Tróia aecista

Aécio Neves não desistiu de ser o candidato do PSDB à presidência e, sabedor de que hoje não tem maioria entre os tucanos, resolveu se dedicar aos apoios externos. Nas últimas semanas Aécio vem conversando intensamente com integrantes dos partidos da base aliada do governo para tentar garantir aos tucanos que conseguirá montar uma ampla aliança se for indicado.

No entanto, o coração dessa operação é o diretório mineiro do PMDB. O governador tenta solidificar o apoio do diretório estadual do PMDB, diante da dificuldade do PT de abrir mão da candidatura própria ao governo. Aécio sabe que se conseguir tornar o PMDB de Minas – o segundo mais importante do país – uma dissidência, a aliança PT-PMDB sofrerá um duro golpe.

Por Lauro Jardim

O BBB de 67 milhões de reais

Só de patrocínio, o Big Brother Brasil 10, que estreia em janeiro, vai render à Globo 67,5 milhões de reais. AmBev, Niely, Unilever, Johnson & Jonhson e Fiat acabam de assinar seus contratos com a Globo. Cada cota custou 13,5 milhões de reais.

Por Lauro Jardim

Aécio já lidera

Quando Aécio Neves é apresentado como candidato tucano no lugar de Serra, constatou-se uma surpresa: Aécio superou Dilma Rousseff pela primeira vez numa pesquisa do Vox Populi. Ainda que seja por 1 ponto porcentual e, portanto, dentro da margem de erro.

Por Lauro Jardim

Serra pode levar no primeiro turno

Uma pesquisa nacional do Vox Populi concluída na segunda-feira passada confirmou a folgada liderança de José Serra na corrida presidencial. Ele tem 40% das intenções de voto. É mais do que o dobro dos 15% obtidos por Dilma Rousseff e mais do que o triplo dos 12% registrados por Ciro Gomes. Marina Silva ficou com 5%. Nesse quadro, Serra levaria no primeiro turno.

Por Lauro Jardim

Lula e o conselho de Brown

Quando falava sobre a cúpula de Copenhague na reunião privada que teve com Gordon Brown na quarta-feira, Lula avisou ao primeiro-ministro britânico que preferia enviar Dilma Rousseff ao encontro. Brown, que irá à Conferência do Clima, reagiu: “Ficarei desapontado. Ela não é presidente da República. Nós temos de liderar essa questão”. E sugeriu: “Por que o senhor não convida os presidentes dos países que compõem a Bacia Amazônica para ir a Copenhague em seu avião?”. Lula não respondeu.

Por Lauro Jardim

Frase do DIA

“Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro”.

Caetano Veloso

A tropa olímpica da Record

A Record decidiu mandar uma tropa de 80 profissionais para cobrir os Jogos Olímpicos de Inverno, que começam em fevereiro em Vancouver, Canadá. Basicamente, as competições serão transmitidas pela Record News. Na Record, a ideia é produzir blocos encorpados para passar nos telejornais da emissora.

Por Lauro Jardim

24 horas

É oficial. “A Fazenda 2″ terá pay-per-view da TVA e da Telefônica TV Digital. Os pacotes saem entre R$ 70 e R$ 100.

Folha de S. Paulo

Com a Globo, não;mas com a Band tem jogo

Com a Globo, não tem conversa, mas a Record admite vender para a Band os direitos de transmissão dos dois Pans que comprou – o de 2011, em Guadalajara; e o de 2015, cuja cidade-sede ainda não foi escolhida.

Por Lauro Jardim

Aécio Neves e José Serra vão se reunir em breve para bater o martelo sobre o programa de tevê do PSDB, que irá ao ar no início de dezembro. Não está excluída a possibilidade de os dois aparecerem juntos em alguma parte do programa – e não cada um no seu quadrado como se imaginou antes.

Por Lauro Jardim

Serra pode ceder a vez a Aécio

Se Aécio Neves não topar em ser vice de José Serra ou se Serra se convencer de que Aécio não suará a camisa para elegê-lo presidente da República no próximo ano, o candidato do PSDB à vaga de Lula será Aécio.

Não haverá razão para Serra disputar uma eleição difícil sem contar com o apoio decisivo do segundo maior nome do seu partido. Nesse caso, ele será candidato à reeleição para o governo de São Paulo.

De uma certa forma, é nisso que aposta Aécio quando insiste em manter sua candidatura mesmo estando a dezenas de distância de pontos de Serra nas pesquisas de intenção de voto. Ou quando fala em sair candidato ao Senado.

Serra pode até perder a eleição para Dilma. Só não pode disputá-la sabendo de antemão que tem tudo para perder.

Aécio, não. Pode disputar para perder. Tem idade para ser candidato outra vez – Serra não tem. Mesmo perdendo, vira um nome nacional. Serra virou quando perdeu para Lula em 2002.

São Paulo e Minas Gerais são os dois maiores colégios eleitorais do país. O candidato que abrir ali uma larga vantagem dificilmente será derrotado.

O PT joga para separar Aécio de Serra. No primeiro momento, separá-los significa evitar que Aécio aceite ser vice de Serra. No segundo momento, que Aécio de fato se empenhe para eleger Serra.

O primeiro objetivo do PT está próximo de ser alcançado.

Aécio repete quase que diariamente que não será vice.

Se Serra abdicar de ser candidato é porque o segundo objetivo do PT também foi alcançado.

Ricardo Noblat

Vice sempre Vice

Itamar Franco é o nome preferido de Aécio Neves para compor a chapa para o governo de Minas Gerais em 2010. Na cabeça, Antonio Anastasia, atual vice de Aécio; e para candidato a vice, Itamar Franco.

Mas Itamar, que já foi presidente da República e governador de Minas, toparia uma posição secundária a essa altura? Bem, já houve sondagens. E a resposta foi positiva.

Por Lauro Jardim

Que feia

Ontem, Bela, a Feia, a novela das oito da Record não fez bonito novamente o Ibope: deu seis pontos na Grande São Paulo e deixou a Record na terceira colocação.

Por Lauro Jardim

Michael Jackson, campeão de bilheteria

Nas bilheterias dos cinemas brasileiros – assim como na das salas dos EUA – Michael Jackson está vivíssimo. This Is It foi o filme mais visto no Brasil neste fim de semana prolongado: 331 000 espectadores entre sexta-feira e ontem. Deu certo, portanto, a estratégia da Sony de anunciar que exibirá o documentário por somente duas semanas.

Outro bom desempenho nas bilheterias foi o brasileiro Besouro. Foi o segundo filme mais visto. Levou 175 000 pessoas aos cinemas em seu fim de semana de estreia.

Por Lauro Jardim

A briga pela vice

Mantém-se estreita a diferença entre Record e SBT em São Paulo. Em outubro, segundo o Ibope, a emissora de Edir Macedo registrou 7 pontos de audiência média entre sete da manhã e meia noite, enquanto a rede de Silvio Santos ficou com 6 pontos (um ano atrás, esse placar era de 8 a 6). A Globo permanece distante, com 17 pontos (o mesmo número de outubro de 2008).

Por Lauro Jardim

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