Alckmin se encontra com Lula em hospital de SP


Daiene Cardoso, de Agência Estado

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), se encontrou na manhã desta sexta-feira, 27, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Hospital Sírio-Libanês, na região central da capital paulista. De acordo com a assessoria de imprensa do ex-presidente, Alckmin pediu na quinta um encontro com Lula. Os dois conversaram por aproximadamente 20 minutos, mas o tema da conversa não foi divulgado.

Mais cedo, Lula se encontrou com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que veio ao Brasil para realizar um check-up médico no mesmo hospital. Lula e Lugo, de acordo com a assessoria do ex-presidente brasileiro, tiveram uma conversa “rápida e fraternal”. Em seguida, Alckmin se juntou aos dois e eles conversaram rapidamente.

Lula chegou ao hospital por volta das 10h30 e deixou o Sírio-Libanês às 13h. Nesta sexta, ele foi submetido à 17.ª sessão de radioterapia. Segundo o cardiologista Roberto Kalil, da equipe médica que trata o câncer de laringe do ex-presidente, Lula vem reagindo muito bem ao tratamento. “Ele está melhor do que eu”, brincou Kalil. O especialista contou que Lula vem apresentando os efeitos colaterais de praxe, como mucosite e dificuldade para comer, mas nada que preocupe a equipe médica.

“Você larga o Lula e eu abandono o Serra”

Os ecos da entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a um blog da revista The Economist ainda ressoam em corações e mentes de tucanos e petistas, que viram ali um outro recado.

Quando FHC disse ter sonhado com uma aliança entre o PSDB e o PT, e ainda praticamente classificou José Serra como um desagregador, ele, na prática, acenou para a presidenta Dilma Rousseff com a seguinte proposta:

– Você deixa o Lula de lado, o PSDB lança o Serra ao ostracismo e poderemos ser felizes para sempre. Que tal?

O salamaleques de ontem na cerimônia de entrega da Medalha 25 de Janeiro só fizeram reforçar essas suspeitas.

Surfe no Brasil

A Geo Eventos, empresa de eventos da Globo, acaba de fechar contrato para realizar a etapa brasileira do circuito mundial de surfe, entre os dias 9 e 20 de maio no Rio de Janeiro. O prêmio pago aos vencedores será o maior do circuito – 500 000 reais, no masculino e 120 000 reais, no feminino.
Por Lauro Jardim

Dilma bomba a Casa Civil

Teve ministro que ficou impressionado com a disposição de Dilma Rousseff em bombar Gleisi Hoffmann no governo. Na frente de seus 38 ministros e de Michel Temer, Dilma mandou o seguinte recado:

- Quando a Casa Civil pedir qualquer coisa, vocês têm que entender que sou eu pedindo.
Por Lauro Jardim

Dilma cobra

Ao apresentar o sistema de monitoramento on-line dos programas do governo para seus ministros, Dilma Rousseff deixou claro ontem que irá cobrar geral:

- O sistema é coisa séria, não é para deixar de atualizar. Vocês ficam pedindo dinheiro, mas não vou colocar dinheiro em ministério sem saber para onde vai.

Dilma quer acompanhar os programas do governo em tempo real e os ministérios correm contra o tempo agora para se adaptar às mudanças que virão.
Por Lauro Jardim

A cara do governo Dilma Rousseff


Blog de Augusto Nunes

“É impossível administrar com tanta gente”, resumiu o empresário Jorge Gerdau, coordenador da Câmara de Gestão. Um primeiro escalão com 38 integrantes é coisa de doido, confirma a foto da reunião ministerial desta segunda-feira. Mas Gerdau, chefe do grupo escalado por Dilma para apresentar propostas que tornem o governo mais ágil e menos ineficaz, está perdendo tempo. As sugestões vão naufragar no mar das conveniências político-financeiras.

Para satisfazer a gula do PT e da base alugada, a presidente não pode desativar nenhum cabideiro de empregos, muito menos fechar alguma fábrica de maracutaias.

A fala da presidente durou 30 minutos. Se quisesse saber o que andou fazendo o pior ministério de todos os tempos, cada pai-da-pátria precisaria de pelo menos 15 para explicar por que não fez o que prometeu ou combinou. Total: 570 minutos.

Tamanha discurseira exigiria, no mínimo, dois intervalos de 15 minutos. Mais meia hora. Tudo somado, a reunião consumiria 630 minutos. Ou 10 horas e meia. Para quê? Para nada. Dilma tanto sabe disso que tratou de dispensar a turma de justificativas já na abertura do encontro. “Eu não quero balanço”, informou a voz na fronteira que separa a advertência do rosnado.

Melhor assim. O PAC é um balaio de fantasias esquecidas, projetos encalhados, canteiros de obras desertos, cronogramas atrasados e ruínas prematuras.

As águas do São Francisco só chegaram ao sertão do Brasil Maravilha registrado em cartório. Os flagelados da Região Serrana seguem à espera das 6 mil casas prometidas para julho de 2011. As 6 mil creches da campanha continuam nos palanques. O Enem do primeiro semestre foi cancelado.

Os figurões do governo tratam até resfriado em hospitais particulares. Há 12 meses no cargo, Dilma não presidiu nenhuma inauguração relevante. Nenhuma. Os casos de polícia protagonizados por ministros foram infinitamente mais numerosos que os fatos admistrativos produzidos pelo primeiro escalão.

Vale a pena ver de novo a multidão de nulidades contemplando a chefe invisível ou fingindo anotar os melhores momentos de outro discurso sobre o nada. Se cada gestão presidencial tivesse de providenciar uma carteira de identidade, o documento válido para o período 2011-2015 poderia ser ilustrado pela foto acima. É a cara do governo Dilma Rousseff.

Chávez terá um ano de vida, diz jornal


O jornal espanhol “ABC” informou que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem entre nove e 12 meses de vida, já que não teria se curado do câncer diagnosticado em 2011. O “ABC” teria tomado como base relatórios médicos que estariam “em poder de serviços de inteligência”. A sessão de quimioterapia à qual Chávez foi submetido em novembro não teria atingido resultados satisfatórios. Somado ao fato, há resistência do presidente em aceitar o tratamento recomendado, o que lhe tiraria temporariamente do cargo.

Dilma cria secretaria para reformar ministérios

Num dia em que todos os olhares estavam voltados para a sala de reuniões do Planalto, a principal novidade encontrava-se nas páginas do ‘Diário Oficial da União’. Um decreto, número 7.675. Assinam a peça Dilma Rousseff e a ministra Miriam Belchior.

Datado de sexta-feira (20), o decreto foi impresso nesta segunda (23) -aqui, a íntegra. Promove mudanças no organograma do Ministério do Planejamento, gerido por Miriam. A principal delas é a criação de um novo órgão, a Secretaria de Gestão Pública.

De acordo com o que apurou o repórter, a missão da nova repartição, subordinada à ministra do Planejamento, será a de fixar os padrões de eficiência administrativa que Dilma deseja impor aos ministérios –do planejamento das ações ao controle dos gastos com custeio.

A Secretaria de Gestão Pública absorveu a estrutura de outras duas, extintas no mesmo decreto. Conforme o quadro anexado ao texto, vai dispor de um quadro técnico de 14 servidores.

O estabelecimento de padrões de eficiência para o Estado tornou-se a nova obsessão de Dilma. No encontro com sua equipe ministerial, a presidente adicionou à novidade da secretaria de gestão uma outra: o monitoramento online dos gastos públicos.

Dilma ordenou aos ministros que organizem em suas pastas, em seis meses, sistemas eletrônicos que lhes permitam acompanhar em tempo real a execução do orçamento.

Porta-voz da Presidência, Thomas Traumann caprichou na retórica. Apresentou o controle eletrônico do andamento dos programas oficiais como parte de “um projeto revolucionário, progressista e indispensável” à reforma do Estado.

Encerrada a reunião ministerial, o ministro Guido Mantega foi aos holofotes. Disse aos repórteres, que o tamanho dos cortes que o governo fará no Orçamento de 2012 serão divulgados apenas em meados de fevereiro.

Evitou mencionar cifras. Apenas deu a entender que o talho não chegará aos R$ 70 bilhões mencionados no noticiário. Repisou que estão a salvo da lâmina os programas sociais e os investimentos (PAC, Minha Casa…, infraestrutura e Copa-2014).

Planeja-se passar na faca, segundo Mantega, as despesas de custeio. Coisas como viagens, diárias, material de escritório. Para desassossego do condomínio governista, serão bloqueadas também as despesas criadas por meio de emendas de parlamentares.

No gogó, tudo parece muito bonito. Na prática, a almejada eficiência administrativa sempre é algo sempre alardeado e jamais alcançado. A gestão Lula, que tinha Dilma como supergerente, teve oito anos para entregar a mercadoria. E nada.

Josias de Souza

“Aécio é o óbvio” diz FHC


Muitas vezes esbarramos no óbvio, tropeçamos no óbvio, escreveu Nelson Rodrigues. Pedimos desculpas e passamos adiante, sem desconfiar de que o óbvio é o óbvio. Só o profeta olha o óbvio e diz: ali está o óbvio.

Em entrevista à revista britânica ‘The Economist’, Fernando Henrique Cardoso, intérprete e adivinho dos propósitos da tribo das plumas, disse considerar Aécio Neves como um candidato “óbvio” para 2014.

“As coisas estarão mais claras depois das eleições municipais”, vaticinou o sábio do ninho. “Provavelmente veremos uma briga interna muito forte no PSDB, entre Serra e Aécio.”

Quer dizer: tomado pelas palavras, FHC não exclui do cenário a hipótese de um pedaço do tucanato tropeçar em Aécio, pedir desculpas e seguir adiante com Serra, sem desconfiar de que o óbvio é o óbvio.

Josias de Souza

Comida de bordo

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República vai pagar 2 milhões de reais para uma empresa de Brasília fornecer refeições e lanches que serão servidos a bordo dos aviões de Dilma Rousseff e dos demais órgãos do Planalto. O contrato de fornecimento da estrutura vale apenas para este ano. O GSI não divulgou o número de jatos atendidos.
Por Lauro Jardim

Marta resiste

Ciente do tamanho da encrenca que tem nas mãos, Humberto Costa resolveu pedir ajuda de Rui Falcão para convencer Marta Suplicy a renunciar ao cargo de vice-presidente do Senado para entregá-lo a José Pimentel.

Costa argumenta que o revezamento na cadeira da Vice-presidência faz parte do acordo firmado entre os petistas quando José Eduardo Dutra ainda presidia o PT. Como agora quem comanda o partido é Falcão, sobrou para ele enquadrar Marta.

Apeada da disputa pela prefeitura de São Paulo, a petista resiste a cumprir o acordo, para delírio de Pimentel, que já não esconde o descontentamento na bancada.

Nenhum petista do Senado admite, mas a torcida para que Dilma entregue logo um ministério a Marta é grande. Ninguém aguenta mais conviver com ela na bancada.
Por Lauro Jardim

Jogo Duro

Dilma Rousseff está jogando duro não só com a CBF, mas com a Fifa também. Aproveitando a reunião da Fifa com o governo, que se realizou na quinta-feira, Joseph Blatter tentou marcar uma audiência com Dilma. A resposta foi um “não” redondo como uma bola de futebol. Blatter, que acabou desistindo de vir ao Brasil, foi avisado de que o interlocutor do governo com a Fifa é Aldo Rebelo.
Por Lauro Jardim

Sem camas

O Itamaraty já acendeu a luz amarela: faltam quartos nos hotéis para hospedar os 150 chefes de estado e suas comitivas durante a Rio+20, em junho. Um grande evento da área médica que se realizaria na mesma data já foi transferido. Não foi o suficiente. Mais gente ainda terá que ser desalojada.
Por Lauro Jardim

A volta


Xuxa volta ao cinemas neste ano, após três anos longe das telas. Está conversando com Daniel Filho, um dos campeões de bilheteria do cinema nacional, para que dirija a produção – uma comédia. Daniel acaba de dirigir Xuxa num dos episódios de As Brasileiras, que irá ao ar em fevereiro na Globo.
Por Lauro Jardim

Record News pode ser extinta ainda neste mês de janeiro


Mesmo alvo de reformulações recentes, a Record News ainda não chegou ao patamar esperado pela Record e pode ter suas operações encerradas muito em breve.

Alguns boatos nos corredores do canal de notícias chegaram até mesmo a prever que o dia 31 de janeiro – ou seja, em aproximadamente uma semana – seria o escolhido para a desativação. Apesar disso, não houve nenhum tipo de movimentação oficial na Record indicando a veracidade desses rumores.

Um dos fatores que pode prorrogar ainda mais a existência da Record News seriam as Olimpíadas de Londres. Conforme fez com o Pan de Guadalajara, no ano passado, a emissora deve destinar boa parte do conteúdo para o canal de notícias.

Com informações da coluna Canal 1.

Herói de minissérie da Globo é comparado a Aécio


Bastou a TV Globo estrear a minissérie “O Brado Retumbante”, ontem à noite, para surgirem comparações entre o protagonista Paulo Ventura (Domingos Montagner) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Na trama, Ventura é um político que usa o discurso da ética e, na vida privada, se torna conhecido pelas aventuras amorosas.

Logo no primeiro capítulo, ele assume a Presidência da República e incia uma cruzada contra a corrupção.

A semelhança entre o personagem e Aécio, que é pré-candidato a presidente em 2014, virou assunto nas redes sociais.

Os dois também se parecem fisicamente. Nesta montagem que circula na internet, Montagner é o de cima, bem acompanhado pela atriz Maria Fernanda Cândido.

Nas alturas

A polêmica envolvendo os participantes do BBB12 continua mantendo a audiência do programa nas alturas. O paredão de ontem rendeu 31 pontos para a Globo segundo o Ibope na Grande São Paulo, índice muito acima dos vinte pontos conquistados no domingo.

A audiêndia do BBB12 vem sendo alavancada pelo ótimo desempenho de Fina Estampa. Na segunda-feira e ontem, a novela bateu o seu recorde com 47 pontos no Ibope – no mesmo horário, a Record marcou sete pontos e o SBT, quatro.
Por Lauro Jardim

Notíciario negativo

A cúpula da Record pediu uma cobertura negativa dos últimos acontecimentos envolvendo o BBB12 a pelo menos algumas de suas estrelas. Wagner Montes, popular apresentador da emissora no Rio de Janeiro, chegou a receber a recomendação.

O programa chegou a levar ao ar uma reportagem sobre o caso, mas Wagner – hoje também deputado estadual no Rio, preferiu não criticar o caso.
Por Lauro Jardim

Presidente afastado

O empresário Orlando Diniz foi afastado da presidência do Sesc no Rio de Janeiro por suspeita de uso irregular dos recursos da entidade. O diretor do departamento nacional do Sesc, Maron Emile Abi-Abib, assume o cargo pelos próximos 120 dias. Diniz estava na função desde 1999.

Gastos de cerca de 20 milhões de reais foram colocados em dúvida pelo Sesc nacional nos últimos meses. Um diretor regional também foi afastado no dia 13.
Por Lauro Jardim

Mudanças no Olimpo dos Marinho

Sem alarde, as Organizações Globo mudaram a estrutura de sua holding e refizeram o acordo de acionistas que une os irmãos Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto Marinho. As holdings de cada um dos irmãos viraram uma só.

A alteração tem, entre outros, o objetivo de preparar o grupo para a entrada (gradativa) da nova geração dos Marinho em funções executivas. No total, são mais doze herdeiros.

A propósito, a Cardeiros Participações, controlada pelos três irmãos Marinho distribuiu no final do ano dividendos de 1,8 bilhão de reais para as três holdings agora extintas.
Por Lauro Jardim